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sexta-feira, 1 de junho de 2018

TENHAMOS FÉ


"… vou preparar-vos lugar." – Jesus. (João, 14:2.)

Sabia o Mestre que, até à construção do Reino Divino na Terra,quantos o acompanhassem viveriam na condição de desajustados,trabalhando no progresso de todas as criaturas, todavia, “semlugar” adequado aos sublimes ideais que entesouram.
Efetivamente, o cristão leal, em toda parte, raramente recebeo respeito que lhe é devido:
Por destoar, quase sempre, da coletividade, ainda não completamente cristianizada, sofre a descaridosa opinião de muitos.
Se exercita a humildade, é tido à conta de covarde.
Se adota a vida simples, é acusado pelo delito de relaxamento.
Se busca ser bondoso, é categorizado por tolo.
Se administra dignamente, é julgado orgulhoso.
Se obedece quanto é justo, é considerado servil.
Se usa a tolerância, é visto por incompetente.
Se mobiliza a energia, é conhecido por cruel.
Se trabalha, devotado, é interpretado por vaidoso.
Se procura melhorar-se, assumindo responsabilidades no esforço intensivo das boas obras ou das preleções consoladoras, é indicado por fingido.
Se tenta ajudar ao próximo, abeirando-se da multidão, com os seus gestos de bondade espontânea, muitas vezes é tachado de personalista e oportunista, atento aos interesses próprios.
Apesar de semelhantes conflitos, porém, prossigamos agindo e servindo, em nome do Senhor.
Reconhecendo que o domicílio de seus seguidores não se ergue sobre o chão do mundo, prometeu Jesus que lhes prepararia lugar na vida mais alta.
Continuemos, pois, trabalhando com duplicado fervor na sementeira do bem, à maneira de servidores provisoriamente distanciados do verdadeiro lar.
“Há muitas moradas na Casa do Pai.”
E o Cristo segue servindo, adiante de nós.
Tenhamos fé. 
Emmanuel - Psicografia de Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

MENSAGEM DO DIA - EXAMINEMOS A NÓS MESMOS


O dever do espírita cristão é tornar-se progressivamente melhor. Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima. Espírita Cristão que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário. 

Testa a paciência própria: - Estás mais calmo, afável e compreensivo? 
Inquire as tuas relações na experiência doméstica: - Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa? 
Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais euforia na seara do Senhor? 
Observa-te nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes? 
Reflete em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente? 
Pesquisa o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres? 
Usas mais intensamente os pronomes "nós", "nosso" e "nossa" e menos os determinativos "eu", "meu" e "minha"? 

Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros? 
Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma? 
Dissipaste antigos desafetos e aversões? 
Superaste os lapsos crônicos de desatenção e negligência? 
Estudas mais profundamente a Doutrina que professas? 
Entendes melhor a função da dor? 
Ainda cultivas alguma discreta desavença? 
Auxilias aos necessitados com mais abnegação? 
Tens orado realmente? 
Teus ideais evoluíram? 
Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança? 
Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras? 

Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos? 

Tudo caminha! Tudo evolui! 
Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo! 

Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor. Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida. 

Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária. Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil... 


Do livro Opinião Espírita 
Emmanuel e André Luiz
Psicografia de Chico Xavier

domingo, 19 de fevereiro de 2017

POR QUE RECLAMAR? ESTAMOS APRENDENDO E EVOLUINDO!



Somos trazidos à escola espírita, a fim de auxiliarmos e sermos auxiliados, 
na permuta de experiências e na aquisição de conhecimento."
Estude e viva. Emmanuel/André Luiz/F. C. Xavier


Estamos em constante processo de aprendizado. 
Este é um dos extraordinários aspectos de nossa condição evolutiva: aprendemos sem cessar! 

A cada hora vivida nesta encarnação, sob quaisquer circunstâncias em que nos encontramos, se estamos alegres ou tristes, 
doentes ou sãos, 
miseráveis ou abastados, 
famintos ou saciados, 
sozinhos ou em grupo, 
amados ou desolados... 
absolutamente em todas as situações nos colocamos ou somos colocados em oportunidade de aprendizado. 

Embora em diversas ocasiões não nos demos conta, mesmo assim nosso espírito está aprendendo e consequentemente evoluindo. 

Aprender torna explícita a impossibilidade de regredir, de repetir o erro, de recair na falha, naquela imperfeição que nossa ignorância anterior permitia e que agora o aprendizado repara.   

Esta é portanto a melhor indicação de um aprendizado, quando não "conseguimos" reincidir no erro, quando ele torna-se uma etapa superada, um comportamento sem sentido e desnecessário. Como aquele adulto que percebe as atitudes do seu tempo de adolescente, por exemplo.  

É aprendizado quando ilumina. Quando passa a integrar nossa inteligência, ordenar nosso sentimento, lustrar nossa personalidade. 

É assim que cada lição bem compreendida constitui mais um passo  em direção à perfeição para a qual fomos criados. Graças a Deus, graças ao seu amor infinito.

TJOS
Da equipe de estudo e divulgação doutrinária 
do CEMIL-Tuparetama-PE


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sábado, 17 de setembro de 2016

EM NOSSO TRABALHO


“Porque toda casa é edificada por alguém, 
mas o que edificou todas as coisas é Deus.” 
 Paulo. (HEBREUS, 3:4.) 

O Supremo Senhor criou o Universo, entretanto, cada criatura organiza o seu mundo particular. O Arquiteto Divino é o possuidor de todas as edificações, todavia, cada Espírito constrói a habitação que lhe é própria. 

O Doador dos Infinitos Bens espalha valores ilimitados na Criação, contudo, cada um de nós outros deverá criar valores que nos sejam inerentes à personalidade. A natureza maternal, rica de bênçãos, em toda parte constitui a representação do patrimônio imensurável do Poder Divino e, em todo lugar, onde exista alguém, aí palpita a vontade igualmente criadora do homem, que é o herdeiro de Deus. 

O Pai levanta fundamentos e estabelece leis. Os filhos contribuem na construção das obras e operam interferências. É compreensível, portanto, que empenhemos todo o cuidado em nosso esforço individualista, nas edificações do mundo, convictos de que responderemos pela nossa atuação pessoal, em todos os quadros da vida. 

Colaboremos no bem com o entusiasmo de quem reconhece a utilidade da própria ação, nos círculos do serviço, mas sem paixões destruidoras que nos amarrem às ilhas do isolacionismo. Apresentemos nosso trabalho ao Senhor, diariamente, e peçamos a Ele destrua as particularidades em desacordo com os seus propósitos soberanos e justos, rogando-lhe visão e entendimento. 

Seremos compelidos a formar o campo mental de nós mesmos, a erguer a casa de nossa elevação e a construir o santuário que nos seja próprio. No desdobramento desse serviço, porém, jamais nos esqueçamos de que todos os patrimônios da vida pertencem a Deus. 

 Emmanuel 
 Psicografia de Francisco Cândido Xavier 
 Livro "Vinha de Luz" - FEB

quinta-feira, 2 de junho de 2016

ORAÇÃO POR ENTENDIMENTO



Senhor Jesus! 
Auxilia-nos a compreender mais, a fim de que possamos servir melhor, já que, somente assim, as bençãos que nos concedes podem fluir, através de nós, em nosso apoio e em favor de todos aqueles que nos compartilham a existência. 

Induze-nos a prática do entendimento que nos fará observar os valores que, porventura, conquistemos, não na condição de propriedade nossa e sim por manancial de recursos que nos compete mobilizar no amparo de quantos ainda não obtiveram as vantagens que nos felicitam a vida. 

E ajuda-nos, oh! Divino Mestre, a converter as oportunidades de tempo e  trabalho com que nos honraste em serviço aos semelhantes, especialmente na doação de nós mesmos, naquilo que sejamos ou naquilo que possamos dispor, de maneira a sermos hoje melhores do que ontem, permanecendo em ti, tanto quanto permaneces em nós, agora e sempre.  Assim seja.


Emmanuel

Mensagem extraída do livro "Paciência" 
Francisco Cândido Xavier - ed. CEU 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

ALGEMAS


Indiscutivelmente, em todas as paisagens da Terra, observamos fardos e prisões que atormentam a vida...
Algemas de ódio, cristalizando a treva em torno das almas...
Algemas de egoísmo, enregelando corações...
Algemas de vingança, estabelecendo perturbações e discórdia...
Algemas do azedume, provocando amargura e enfermidade...
Algemas da ignorância, gerando chagas de penúria...

Na vida social, permanece a criatura encadeada a deveres que lhe martirizam a existência, tanto quanto no lar, antigos companheiros que ontem se acumpliciavam na crueldade, hoje se prendem uns aos outros em tremendos conflitos expiatórios...

Cada espírito renasce no berço com as algemas que forjou para si mesmo no passado próximo ou remoto, a fim de realizar a caminhada regeneradora através de lutas e problemas edificantes até o túmulo, para que o túmulo seja preciosa emancipação.

Recorda o Cristo, o grande libertador, e apresenta-lhe, cada dia, com o suor do próprio trabalho, os grilhões que porventura te releguem à inibição.

E, seguindo-lhe os passos na senda de amor que serve e perdoa sempre,compreenderás que, se a Terra em muitos casos ainda é a penitenciária do sofrimento, podes romper os cárceres que te guardam na sombra, deles fazendo a escola do reajuste e a escada da ascensão desde hoje.
-
Emmanuel
Do livro: Instrumentos do Tempo, 
Médium: Francisco Cândido Xavier

domingo, 8 de maio de 2016

Em Louvor das Mães - Mensagem de Emmanuel


O lar é a célula ativa do organismo social e a mulher, dentro dele, é a força essencial que rege a própria vida.
Se a criança é o futuro, no coração das mães que repousa a sementeira de todos os bens e de todos os males do porvir.
O homem é o pensamento.
A mulher é o ideal.
O homem é a oficina.
A mulher é o santuário.
O homem realiza.
A mulher inspira.
Compreender a gloriosa missão da alma feminina, no soerguimento na Terra, é apostolado fundamental do Cristianismo renascente em nossa Doutrina Consoladora.
Auxiliar, assim, o espírito materno, no desempenho de sua tarefa sublime, constitui obrigação primária de todos nós que abraçamos nos Centros Espíritas novos lares de idealismo superior e que buscamos na Boa Nova do Divino Mestre a orientação maternal para a renovação de nossos destinos.
Nesse sentido, se nos cabe reconhecer no homem o condutor da civilização e o mordomo dos patrimônios materiais na gleba planetária, não podemos esquecer que na mulher devemos identificar o anjo da esperança, ternura e amor, a descer para ajudar, erguer e salvar nos despenhadeiros da sombra, oferecendo-nos, no campo abençoado da luta regenerativa, novos tabernáculos de serviço e purificação.
Glorifiquemos, desse modo, o ministério santificante da maternidade na Terra, recordando que o Todo-Misericordioso, quando se designou enviar ao mundo o seu mais sublime legado para o aperfeiçoamento e a elevação dos homens, chamou um coração de mulher, em Maria Santíssima, e, através das suas mãos devotadas à humanidade e ao bem, à renunciação e ao sacrifício, materializou para nós o coração divino de Nosso Senhor Jesus Cristo, a luz de todos os séculos e o alvo de redenção da Humanidade inteira.
Pelo Espírito Emmanuel
XAVIER, Francisco Cândido. Cartas do Coração. Espíritos Diversos. LAKE.

segunda-feira, 28 de março de 2016

O GRANDE SERVIDOR


"Sim, estou entre vós como quem serve." Jesus (Lucas 22:27) 

Sim, o Cristo não passou entre os homens como quem impõe. Nem como quem determina. Nem como quem governa. Nem como quem manda. 

Caminhou na Terra à feição de servidor. Legou-nos o Evangelho da Vida, escrevendo-lhe a epopéia no coração das criaturas. 

Mestre, tomou o próprio coração para sua cátedra. Enviado Celestial, não se detém num trono terrestre e aproxima-se da multidão para auxiliá-la. 

Fundador da Boa Nova, não se limita a tecer-lhe a coroa com palavras estudadas, mas estende-a e consolida-lhe os valores com as próprias mãos. 

A prática é seu modo de convencer. O próprio sacrifício é o seu método de transformar. Aprendamos com o Divino Mestre a ciência da renovação pelo bem, elevando pessoas e melhorando situações, é servir sempre como quem sabe e fazer é o melhor processo de aconselhar. 

Emmanuel 
psicografado por Francisco C. Xavier - Grupo Espírita "Os Mensageiros"

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

PRECE DOS AFLITOS


Senhor Deus, Pai dos que choram,
Dos tristes, dos oprimidos.
Fortaleza dos vencidos,
Consolo de toda a dor,
Embora a miséria amarga, 
Dos prantos de nosso erro,
Deste mundo de desterro,
Clamamos por vosso amor!

Nas aflições do caminho,
Na noite mais tormentosa,
Vossa fonte generosa
É o bem que não secará...
Sois, em tudo, a luz eterna 
Da alegria e da bonança
Nossa porta de esperança
Que nunca se fechará.

Quando tudo nos despreza
No mundo da iniqüidade,
Quando vem a tempestade
Sobre as flores da ilusão!
O! Pai, sois a luz divina, 
O cântico da certeza, 
Vencendo toda aspereza,
Vencendo toda aflição.

No dia de nossa morte, 
No abandono ou no tormento,
Trazei-nos o esquecimento
Da sombra, da dor, do mal!...
Que nos últimos instantes,
Sintamos a luz da vida
Renovada e redimida
Na paz ditosa e imortal.

Emmanuel - Francisco C.Xavier
Livro: Paulo E Estevão
Paginas 162 e 163

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ACEITE A CORREÇÃO - Reflexão espírita sobre Espístola de Paulo aos Hebreus

Paulo, Apóstolo, em sua Epístola aos Hebreus, prescreve: Na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça naqueles exercitados por ela...
Como você tem lidado com as correções que recebe? Você é daquelas pessoas que não admite ser corrigida? Que mesmo que o outro tenha razão nos apontamentos, não dá o braço a torcer e não assume que errou, na presença de alguém?
Ou já consegue absorver bem as críticas, sorvendo o que elas podem lhe trazer de bom? Quanto é difícil para você dizer: Desculpe, você está certo?
Reflitamos com a mensagem do Espírito Emmanuel, do livro Fonte Viva:
A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se, no entanto, a breve tempo, de seus sulcos retificados brotam flores e frutos deliciosos. A árvore, em regime de poda, perde grandes reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se, todavia, em semanas rápidas, cobre-se de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura. A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar.
Qual ocorre na esfera simples da natureza, acontece no reino complexo da alma.
A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa? mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça. A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento, mas o homem, campeão da inteligência no planeta, é livre para recebê-la e ambientá-la no próprio coração. O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador.
Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra.
Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque semelhante dádiva, na maior parte das vezes, não chega envolvida em brancura, e, quando levada aos lábios, não se assemelha a saboroso confeito. Surge, revestida de espinhos ou misturada de fel, como remédio curativo e salutar.
Não percamos, portanto, a preciosa oportunidade de aperfeiçoamento. A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos de sublimação que nos compete aproveitar.
Só não suporta críticas aquele que ainda é dominado pelo vício do orgulho.
Por mais duras que sejam e, por vezes, carregadas de veneno, precisamos aprender com elas, retirando apenas o remédio de que necessitamos para crescer. Essa é a postura da humildade, é a postura daqueles que ganham a existência, que avançam sem cessar. Os orgulhosos, os teimosos, os endurecidos, esses ficam para trás, estagnados. Não tenha medo de ser criticado. Se você se enxerga muito suscetível, isto é, aquele que a qualquer sinal de correção se magoa, se retrai, é bom rever as atitudes, refazer os caminhos.
O mundo de provas e expiações é também o mundo da lapidação. Pedras brutas que somos vamos sendo esculpidas pela vida, e as críticas são poderoso cinzel, que não deve nos dar medo.
Aceitemos a correção.
Redação do Momento Espírita, com base no
cap. 6, do livro Fonte Viva, pelo Espírito
Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido
Xavier, ed. FEB.

sábado, 18 de abril de 2015

O LIVRO ESPÍRITA

Cada livro edificante é porta libertadora. 
O livro espírita, entretanto, emancipa a alma, nos fundamentos da vida. 

O livro científico livra da incultura; o livro espírita livra da crueldade, para que os louros intelectuais não se desregrem na delinqüência. 

O livro filosófico livra do preconceito; o livro espírita livra da divagação delirante, a fim de que a elucidação não se converta em palavras inúteis. 

O livro piedoso livra do desespero; o livro espírita livra da superstição, para que a fé não se abastarde em fanatismo. 

O livro jurídico livra da injustiça; o livro espírita livra da parcialidade, a fim de que o Direito não se faça instrumento de opressão.  

O livro técnico livra da insipiência; o livro espírita livra da vaidade, para que a especialização não seja manejada em prejuízo dos outros. 

O livro de agricultura livra do primitivismo; o livro espírita livra da ambição desvairada, a fim de que o trabalho da gleba não se envileça.  

O livro de regras sociais livra da rudeza de trato; o livro espírita livra da irresponsabilidade que, muitas vezes, transfigura o lar em atormentado reduto de sofrimento.  

O livro de consolo livra da aflição; o livro espírita livra do êxtase inerte, para que o reconforto não se acomode em preguiça. 

O livro de informações livra do atraso; o livro espírita livra do tempo perdido, a fim de que a hora vazia não nos arraste à queda em dívidas escabrosas.  

Amparemos o livro respeitável, que é luz de hoje; no entanto, auxiliemos e divulguemos, quanto nos seja possível, o livro espírita, que é luz de hoje, amanhã e sempre. 
O livro nobre livra da ignorância, mas o livro espírita livra da ignorância e livra do mal. 

Xavier, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel. 

Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba (MG), na noite de 25 de fevereiro de 1963. Publicado na revista “Reformador”, da Federação Espírita Brasileira, de abril de 1963.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

LEMBRETES OPORTUNOS




"Aprendamos a dividir a própria felicidade para que a felicidade dos outros se multiplique. Auxiliar alguém é fazer o investimento da verdadeira alegria e toda alegria no exercício do bem é dom de vida e luz que nos aproxima de Deus."
-Emmanuel-

"Ampara, alivia, ilumina e socorre sempre. Todo auxílio na obra do bem é uma prece silenciosa. E toda vez que auxilias, o anjo da caridade está perto, orando também por ti."
-Meimei-

"Para garantir saúde e equilíbrio, prometa a você mesmo: Colocar-se sob a vontade de Deus, cada dia, através da oração, e sustentar a consciência tranqüila, preservando-se contra idéias de culpa;
 viver trabalhando e estudando, agindo e construindo,(...)
de tal modo que não se veja capaz de encontrar as falhas prováveis e os erros possíveis dos outros."
-André Luiz-

"Não mostre rosto triste. Muita gente precisa de sua alegria para levar alegria aos outros. Ainda mesmo na doença mais grave ou na penúria avançada, você pode prestar um grande serviço ao próximo: você pode sorrir." 
-Emmanuel-

"Queiras ou não, onde estiveres, dás e recebes, conforme as leis do espírito. Sentimentos inspiram idéias; idéias suscitam palavras; palavras estabelecem ações; ações criam destinos. Tudo o que fazes é plantação, atraindo resultados. É necessário otimismo e paz interior, para que irradies, a benefício dos outros e, conseqüentemente de ti mesmo, a tranqüilidade e a alegria de viver" -Emmanuel-

"Não basta pedir para receber; não vale unicamente aguardar a fim de encontrar. A súplica sem trabalho costuma degenerar-se em ociosidade. E a esperança que não opera acaba sendo inércia."
-Emmanuel-

(Psicografia de Chico Xavier)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

TEXTO DA COLUNA "UM MINUTO COM CHICO XAVIER" DA REVISTA O CONSOLADOR

JOSÉ ANTÔNIO VIEIRA DE PAULA depaulajoseantonio@gmail.com
Cambé, Paraná (Brasil)

Um fato que sempre me impressionou, na vida dos apóstolos ao lado de Jesus, foi o momento em que Pedro se aproximou do Mestre, visivelmente nervoso, porque um soldado havia exigido que pagasse um imposto chamado didracmas (duas dracmas), que deveria ser cobrado apenas dos estrangeiros. 

Segundo Simão, o representante de César exigiu que tanto ele quanto seu mestre o pagassem. Jesus ouviu, calmamente, e falou para Pedro lançar uma linha com um anzol ao mar, dali retirar um peixe, dizendo que dentro do peixe haveria uma moeda que seria o suficiente para ele quitar essa dívida, embora injusta, inclusive recomendando ao amigo para que não incomodasse os soldados. 

O que me chama a atenção, nessa história, não é a moeda dentro do peixe, mas o ato de lançar a linha com anzol ao mar. Isso é pescar, e essa era a profissão de Simão Pedro. Daí podemos concluir que Jesus mandou Pedro para o trabalho e que dali retiraria a bênção da materialização da moeda. 

Certa vez Chico viu-se numa situação muito delicada financeiramente e pediu ajuda aos céus. A resposta veio quase imediata, mas também mostrou que foi à custa do trabalho de seu irmão José, recém-desencarnado, que o problema seria solucionado. Quem nos conta essa história é Ramiro Gama no seu livro “Lindos Casos de Chico Xavier”. 

Vejamos a narrativa: 

José, o irmão de Chico, que fora por muito tempo seu orientador e dirigia as sessões do "Luiz Gonzaga", adoece gravemente e, sob as surpresas de seus caros entes familiares, desencarna, deixando ao irmão o encargo de lhe amparar a família. 

Dias depois, o Chico verifica que José lhe deixara também uma dívida, pois se esquecera de pagar a conta da luz, na importância de onze cruzeiros. Isto era muito para o pobre médium, pois no fim de cada mês nada lhe sobrava do ordenado. 

Pensativo, sentou-se à soleira da porta de sua casinha rústica e abençoada. Emmanuel lhe diz: - Não se apoquente, confie e espere. 

Horas depois, alguém lhe bate à porta. Vai ver. Era um senhor da roça. 
 - O senhor é o seu Chico Xavier? 
 - Sim. Às suas ordens, meu irmão. 
 - Soube que seu irmão José morreu. E vim aqui pagar-lhe uma bainha de faca que ele me fez há tempos. E aqui está a importância combinada. 

Chico agradeceu-lhe. E ficando só, abriu o envelope. Dentro estavam onze cruzeiros... para pagar a luz. Sorriu, descansado, livre de um peso. E concluiu para nós: - "Que bela lição ganhei". 

E nós: Também para os que sabem olhar para os lírios dos campos, que não temem o amanhã, porque sabem que ele pertence a Deus. 

Extraído do site www.mensagemdeluz.kit.net.